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  • INVESTIGAÇÃO EMPÍRICA DA

    APLICAÇÃO DO DMAIC NA REDUÇÃO

    DO TEMPO DE SETUP EM UMA

    EMPRESA MANUFATUREIRA

    Oliver de Goes Correa (UFSCAR)

    olivergoes@terra.com.br

    Ricardo Coser Mergulhao (UFSCAR)

    ricardomergulhao@gmail.com

    Nara Rossetti (UFSCAR)

    nara@ufscar.br

    Jorge Luis Faria Meirelles (UFSCAR)

    jorgeluis@ufscar.br

    O Programa Seis Sigma é difundido mundialmente devido, entre outros

    fatores, a seus retornos financeiros. Ele utiliza o método estruturado

    denominado DMAIC para o desenvolvimento dos projetos Seis Sigma.

    Neste artigo investigou-se a aplicaçção do método DMAIC na redução

    do tempo de setup de um processo de conversão de filme de

    polipropileno. O estudo foi realizado em uma empresa manufatureira e

    para guiar seu desenvolvimento foi utilizado o método da pesquisa-

    ação. Os principais resultados encontrados apontam para fatores que

    podem dificultar ou ajudar no desenvolvimento do projeto. Entre os

    fatores que podem ajudar estão o uso dos dados em apresentações

    iniciais sobre as perspectivas dos ganhos, a existência de um canal de

    sugestões de melhorias entre operadores e gerentes e uso de

    abordagens como a SMED que potencializam os ganhos. Já entre os

    fatores que podem dificultar estão a falta de medição do processos por

    parte dos operadores, o desinteresse dos operadores na manutenção

    das melhorias implementadas e a influência persuasiva negativa às

    melhorias implementadas.

    Palavras-chaves: Seis Sigma. Melhoria de processos. DMAIC. SMED

    XXXII ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Desenvolvimento Sustentável e Responsabilidade Social: As Contribuições da Engenharia de Produção

    Bento Gonçalves, RS, Brasil, 15 a 18 de outubro de 2012.

  • XXXII ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Desenvolvimento Sustentável e Responsabilidade Social: As Contribuições da Engenharia de Produção

    Bento Gonçalves, RS, Brasil, 15 a 18 de outubro de 2012.

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    1. Introdução

    O programa Seis Sigma continua a ganhar notoriedade das organizações no que diz respeito

    aos elevados ganhos financeiros atribuídos a ele por grandes organizações reconhecidas

    mundialmente como a General Electric, Motorola, Honeywell. No Brasil, segundo Santana et

    al. (2004), organizações como AmBev, White Martins, Belgo Mineira, ABB, Votorantim,

    Telemar, Johnson & Johnson também têm obtido ganhos financeiros expressivos com o Seis

    Sigma.

    O Seis Sigma foi criado em meados da década de 80 e objetiva reduzir a variabilidade dos

    processos, fazendo com que os produtos fabricados se destaquem perante a concorrência

    (CORONADO e ANTONY, 2002). Uma das peculiaridades do Seis Sigma é o método de

    melhoria DMAIC (Define - Definir, Measure - Medir, Analyse - Analisar, Improve -

    Melhorar, Control – Controlar), que conduz o uso de métodos estatísticos e ferramentas da

    qualidade em suas fases (PANDE, NEUMAN e CAVANAGH, 2000).

    Outra abordagem de grande interesse para as indústrias manufatureiras é a SMED (Single

    Minute Exchange Die) ou, em português, TRF (Troca Rápida de Ferramentas). Ela foi

    concebida por Shigeo Shingo na década de 50 com o objetivo de otimizar o tempo de setup

    dos equipamentos, promovendo maior produtividade e flexibilidade na linha de produção.

    Dentro do contexto apresentado, este artigo tem como objetivo, por meio do método da

    pesquisa-ação, investigar a aplicação do método DMAIC aliado ao SMED a redução do

    tempo de setup de um processo de conversão de filme de polipropileno em uma multinacional

    manufatureira. Essa investigação permitirá entender os mecanismos que permitem a possível

    integração entre o Seis Sigma e o SMED.

    A seguir apresenta-se uma breve revisão teórica sobre Seis Sigma e SMED. Após isso, a

    pesquisa de campo conjuntamente com as análises dos resultados. E, por último, são

    apresentadas as conclusões deste artigo.

    2. Seis Sigma

    O programa Seis Sigma não é uma proposta revolucionária, mas um programa de melhoria

    contínua que utiliza ferramentas, técnicas e abordagens anteriores que tem por objetivo

    garantir que as necessidades dos clientes sejam traduzidas em requisitos de projeto. E ainda,

    ferramentas conhecidas há mais de cinco décadas, como é o diagrama de Ishikawa que auxilia

    na descoberta das causas fundamentais de problemas no processo (FOLARON, 2003).

    Outro destaque sobre o Seis Sigma é que ele atua como um sistema amplo para atingir,

    maximizar e sustentar o sucesso do negócio direcionando as o negócio pelas necessidades dos

    clientes, fatos, dados, análises estatísticas e melhorias na gestão gerencial (PANDE,

    NEUMAN e CAVANAGH, 2000).

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    Em termos estatísticos o programa Seis Sigma difunde a métrica do sigma, que está associada

    ao desvio-padrão de uma população de modo que um processo Seis Sigma teria desempenho

    capaz de apresentar no máximo 3,4 defeitos por milhões de oportunidades.

    Uma distinção do programa Seis Sigma em relação a outros programas de melhoria é sua

    hierarquia de responsabilidades que é apresentada a seguir no Quadro 1 segundo Pinho

    (2005):

    Denominação Papel

    Champions e

    Sponsors

    são indivíduos de nível hierárquico elevado na organização e que

    devem entender o Seis Sigma e se comprometerem com sua

    implantação e manutenção. Os Sponsors são líderes informais que

    fazem uso diário do Seis Sigma e procuram oportunidades de

    melhoria

    Master Black Belts são pessoas da alta liderança técnica do programa e devem

    compreender as ferramentas da qualidade e os métodos estatísticos

    para auxiliarem os Black Belts na elaboração dos projetos de

    melhoria. A habilidade de comunicação e ensino é fundamental para

    o perfil deles

    Black Belts são especialistas que dominam as ferramentas da qualidade e

    métodos estatísticos e que estão ativamente envolvidos no processo

    e acompanham todas as fases dos projetos Seis Sigma. Buscam

    formular projetos e concluí-los para redução de custos e/ou geração

    de lucro para a organização

    Green Belts auxiliam os Black Belts na condução dos projetos Seis Sigma e

    também podem ser líderes de projetos menores, desde sua

    concepção até a conclusão. Eles costumam ser treinados por Master

    Black Belts e Black Belts

    Quadro 1 – Sistema Belt de responsabilidades

    Dentro do contexto do Seis Sigma, os belts utilizam o método DMAIC para conduzir os

    projetos de melhoria durante suas cinco fases Define - Definir, Measure - Medir, Analyse -

    Analisar, Improve - Melhorar, Control – Controlar. Esse método promove o uso do

    pensamento científico na medida em que estabelece um conjunto de etapas que estão

    logicamente relacionadas para buscar a solução de um problema.

    Apesar da segmentação presente no Quadro 2 das ferramentas da qualidade e métodos

    estatísticos aplicados em cada fase do DMAIC, Satolo et al. (2009) destacam que uma

    ferramenta ou método não é estanque à determinada fase do DMAIC.

    Os projetos Seis Sigma nem sempre obtém o resultado esperado pela organização e o índice

    de projetos que fracassam por custarem mais do que o estimado ou que excedem o tempo de

    execução previsto, é realmente alto (ANBARI e KWAK, 2004). Nesse sentido, convém

    destacar que existem fatores que precisam ser considerados durante a implementação e uso do

    Seis Sigma para que este programa tenha maior chance de atingir seus objetivos. Dentre eles,

    pode-se destacar:

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    - o entendimento da alta administração sobre o Seis Sigma, uma vez que o

    comprometimento dela é essencial para que o apoio adequado seja fornecido ao programa

    (ARIENTE et al., 2005);

    - o comprometimento dos indivíduos envolvidos no projeto e a presença de competências

    entre os utilizadores, tais como: conhecimento de ferramentas da qualidade e métodos

    estatísticos inerentes ao programa Seis Sigma; capacidade de mensurar custos e ganhos; e a

    comunicação durante a execução do projeto (RODRIGUES e WERNER, 2008);

    - o embasamento estatístico da equipe envolvida no programa Seis Sigma é fundamental

    na formação dos especialistas e montar uma equipe de especialistas é uma tarefa difícil

    (SANTOS e MARTINS, 2008); e

    - a presença de iniciativas prévias de qualidade também é um fator crítico de sucesso para

    a implantação do programa (TRAD e MAXIMIANO, 2009).

  • XXXII ENCONTRO NA