FICHA PARA IDENTIFICAÇÃO PRODUÇÃO DIDÁTICO › portals › cadernospde › pdebus... ·...

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  • FICHA PARA IDENTIFICAÇÃO PRODUÇÃO DIDÁTICO – PEDAGÓGICA

    TURMA - PDE/2016

    1 Dados de Identificação

    Título: O trabalho de leitura e produção textual escrita do gênero entrevista em

    um 7º ano do ensino fundamental.

    Autora: Deise Daniele Pieczarcka Coimbra.

    Disciplina/Área (ingresso): Língua Portuguesa

    Escola de Implementação do Projeto e sua localização: Colégio Estadual

    Carlos Gomes - Ensino Fundamental, Médio e Profissional. Av. Nilza de

    Oliveira Pipino, 152.

    Município da Escola: Ubiratã

    Núcleo Regional de Educação: Goioerê

    Professora Orientadora:Profª Me. Adriana Delmira Mendes Polato

    Instituição de Ensino Superior: UNESPAR – Universidade Estadual do

    Paraná – Campus de Campo Mourão.

    Relação Interdisciplinar:

    Resumo: O material didático focará a leitura e a produção textual escrita do

    gênero Entrevista, considerando a importância da (re)textualização a qual se

    efetiva quando o aluno assume os papeis de coautor e de editor do texto oral

    do entrevistado. As atividades seguirão os critérios ditados pela metodologia da

    pesquisa-ação, por possuir um caráter educacional, político e por envolver

    pessoas reais. Sua aplicação possibilitará ao aluno ler e (re)textualizar

  • entrevistas, com planejamento, execução, revisão e reescrita dos textos, a fim

    de que atendam a um projeto dialógico de produção textual escrita.

    Palavras-chave: Leitura; produção textual escrita; gênero entrevista

    Formato do Material Didático: Unidade Didática.

    Público Alvo: Alunos do 7º ano.

    2 Apresentação

    Esta Unidade Didática, oriunda de projeto de Intervenção Pedagógica

    desenvolvida para o Programa de Desenvolvimento Educacional (PDE) do

    estado do Paraná, é composta por 32 aulas a serem aplicadas em um 7º ano

    do Ensino Fundamental, no Colégio Estadual Carlos Gomes, no município de

    Ubiratã.

    O material focará a leitura e a produção textual escrita do gênero

    Entrevista, considerando a importância da (re)textualização, que se concretiza

    a partir de que o aluno assume o papel de coautor e editor do texto oral do

    entrevistado. Tomando as atividades de leitura e escrita como processuais e

    intrinsecamente ligadas, entendemos a importância desse trabalho articulado,

    que exige a participação de sujeitos reais em situações reais.

    As práticas de leitura e escrita são imprescindíveis para que o aluno

    possa desenvolver habilidades para ler e escrever por meio de gêneros, na

    medida em que reflete sobre a orientação interna e externa do gênero

    Entrevista na realidade, tornando possível olhar para o texto, analisá-lo,

    estudá-lo, compreendê-lo, percebendo que a sua produção é rica e que ela

    pode ser melhorada para atingir um objetivo interacional.

    Assim, o objetivo desta Unidade Didática é produzir uma proposta

    metodológica para o trabalho de leitura e escrita do gênero discursivo

  • Entrevista, possibilitando ao aluno compreender o funcionamento da

    língua/linguagem a partir dessa forma típica de enunciado, em práticas reais de

    uso.

    Logo, com base em todas essas considerações, apresentamos o

    seguinte problema: como o professor pode motivar o aluno a ler e a produzir

    textos do gênero Entrevista a partir de reflexões e práticas reais, considerando

    a importância e função social desse gênero na vida cotidiana?

    Para que essa pergunta seja respondida, o professor deve contribuir

    para o avanço necessário do aluno, colocando-o em situações que dizem

    respeito à escuta, leitura e produção de textos desse gênero, pois ele deve se

    sentir sujeito, autor e produtor de sentidos quando lê. Também deve se sentir

    capaz de avaliar a própria produção, revisando os textos que escreve ou

    acatando apontamentos realizados pelo professor para uma reescrita que visa

    tanto a melhoria do texto quanto da própria habilidade de escrever,

    considerando a prática de (re)textualização.

    A Unidade Didática será dividida em três partes: a primeira delas

    enfatiza o trabalho de leitura e reconhecimento do gênero entrevista, assim

    como a análise de aspectos linguísticos discursivos pertencentes a essa forma

    típica de enunciado.

    A segunda parte envolve o planejamento, a produção e a realização de

    entrevistas, que serão gravadas para serem (re)textualizadas posteriormente.

    A terceira parte envolve a (re)textualização das entrevistas concedidas,

    processo este que envolve procedimentos revisivos e de reescrita para

    adaptação da modalidade oral à escrita e para o atendimento das questões

    linguístico-discursivas inerentes à produção textual desse gênero, dadas suas

    condições de produção.

  • 3 Encaminhamentos teórico-metodológicos

    Este material didático foi planejado para (32) trinta e duas aulas, é

    composto por (3) três unidades didáticas, sendo a primeira e segunda unidades

    de (11) onze aulas e a terceira de (10) dez aulas. Sabemos, porém, que todo

    planejamento é flexível e está sujeito a transformações. As atividades aqui

    sugeridas ancoram-se na perspectiva dialógica de trabalho com o gênero, a

    qual concebe a linguagem a partir de um panorama dialógico e discursivo, do

    modo como se prenuncia nos trabalhos do Círculo de Bakhtin (2003, 2006,

    2008) e nos trabalhos de linguistas como BRAIT e PISTORI (2012). Também a

    concepção de escrita como trabalho (FIAD E MAYRINK-SABINSON, 1991),

    (SERCUNDES, 1997) e as reflexões de outros linguistas aplicados sobre as

    etapas da revisão e reescrita do texto, como JESUS (1997). SERAFINI (2004),

    RUIZ (2010), GASPAROTTO e MENEGASSI (2013) são tomadas como baliza.

    No caso específico do trabalho com o gênero Entrevista, as práticas de revisão

    e reescrita incidem especialmente sobre a elaboração das perguntas e ainda

    devem considerar a reflexão sobre as condições de produção e circulação do

    texto e sobre os autores sociais envolvidos no processo de (re)textualização (o

    entrevistado e o coautor que, muitas vezes, (re)textualiza da modalidade oral

    para escrita), considerando todos os fatores envolvidos. Portanto, o trabalho

    com o gênero discursivo Entrevista na escola, possibilita envolver os alunos

    numa situação social real de uso, de forma a contribuir para uma aprendizagem

    mais interativa, reflexiva e significativa que envolve a linguagem.

    4 Para início de conversa, caro aluno,

    Sabemos que você acaba por não compreender a importância de

    aprimorar suas capacidades de ouvir, falar, ler e escrever para suas vivências

    escolares e cotidianas, pois acredita que a sua produção textual só servirá para

    o professor e não para uma função histórica e social. Assim, o trabalho de

    leitura, escrita e (re) textualização do gênero Entrevista foi desenvolvido

  • pensando em você, aluno, pois parte de um motivo real de uso da Língua e se

    constitui em um importante objeto educacional, porque você assumirá o papel

    de coautor no processo de (re)textualização e deixará de ser mero expectador,

    passando a participar, refletir e entender os verdadeiros motivos de aprender

    ou melhorar as suas habilidades de ler e escrever, a partir de que começa a

    compreender a importância desse gênero na sociedade. Talvez você nunca

    tenha dado o valor merecido para a entrevista, entretanto ela pode fazer com

    que você perceba que a produção textual vai muito além da sala de aula. Pode

    lhe mostrar como é bom e importante escrever para um público real e envolver

    uma situação real de uso. Reunimos aqui textos mais significativos para você,

    para que se sinta à vontade em ouvir, ler, falar e produzir seu texto, de forma a

    perceber a importância que ele tem em nossa sociedade.

    5 ObjetivosdestaUnidadeDidática

    Promover atividades de leitura e produção de textos do gênero

    entrevista;

    promover atividades com o objetivo de refletir sobre as características

    linguísticas, composicionais e temáticas presentes no gênero entrevista;

    aprender a organização interna da entrevista, ou seja, as diferentes

    partes que compõem sua estrutura;

    compreender a orientação externa do gênero na realidade a partir da

    observação de suas condições de produção e das relações dialógicas;

    promover o trabalho de revisão e reescrita textual de entrevistas,

    considerando ainda, a importância da (re)textualização.

  • O TRABALHO DE LEITURA E RECONHECIMENTO DO GÊNERO ENTREVISTA.

    Caro aluno; vamos iniciar nossos trabalhos!!

    Atividade 1

    A Entrevista é um dos gêneros mais importantes na nossa sociedade,

    porque somos bombardeados desde pequenos com perguntas sobre a nossa

    vida. Quando assistimos a televisão, lemos revistas, Internet e até quando

    realizamos perguntas pelo whatsapp com nossos amigos, lá está ela. O que

    nos atrai nesse gênero é o fato de podermos conhecer um pouco sobre nossos

    ídolos, pessoas famosas e outras nem tanto, mas que pode nos informar ou

    expressar opiniões sobre algo de que gostamos ou nos interessa. No processo

    de uma Entrevista existe o entrevistador, o entrevistado e o editor, focados num

    ponto em comum, que é o de apresentar para o meio social algum assunto

    relevante para alguém.

    Para iniciar nossa conversa quero saber se vocês conhecem esse tipo

    de texto. Para isso vamos conversar um pouco sobre o assunto.

    a) Vocês sabem o que é uma entrevista?

    b) Quem já leu ou viu uma entrevista?

    c) Em que suporte (revista, jornal, site...) foi encontrada?

    d) Que entrevistadores vocês conhecem?

  • e) Sobre quais assuntos essas entrevistas tratavam?

    f) Estas entrevistas eram sérias ou engraçadas?

    A partir de agora, vamos entender o que significa a palavra entrevista,

    seus objetivos e suas classificações:

    De acordo com o dicionário CEGALLA (p.354), entrevista é um

    substantivo feminino que significa: 1. conjunto das perguntas feitas por um

    jornalista e das declarações dadas por um entrevistado: O repórter fez uma

    entrevista com o governador.2. matéria resultante dessa coleta: A rede de tevê

    levou ao ar uma entrevista bombástica. 3. conversa para obtenção de

    esclarecimentos, opiniões, avaliações etc. A seleção de candidatos ao

    emprego constava de uma prova escrita e uma entrevista. 4. conversa

    previamente combinada: Marquei, para as duas horas, a entrevista com o

    diretor.

    Devemos lembrar que esse gênero textual geralmente não aparece

    sozinho na revista, no jornal ou em qualquer que seja o veículo/suporte que é

    publicado. Por isso, precisamos também atentar para as relações que mantém

    com os outros textos e para o porquê de sua importância em dado contexto ou

    situação. Nem sempre as Entrevistas tratam de assuntos ou expressam

    opiniões sobre fatos importantes. Elas também podem tratar de coisas fúteis,

    com temas definidos ou não. Assim, olhamos para os discursos que a

    Entrevista recupera e para os discursos que reforça.

    Os principais objetivos da Entrevista são:

    a) coleta de dados;

    b) apuração de fatos;

    c) determinação das opiniões sobre “os fatos”;

    d) determinação de sentimentos;

  • e) descoberta de planos de ação;

    f) comportamento atual ou do passado;

    g) motivos conscientes para opiniões, sentimentos e condutas.

    As finalidades sociais da Entrevista

    Caro aluno, a Entrevista é uma técnica de coleta de dados que permite

    às partes envolvidas serem bastante flexíveis, pois há de se observar seu nível

    de estruturação, ou seja, como todas as partes se relacionam. Existem aquelas

    cujas perguntas são mais bem estruturadas, elaboradas e exigem do

    entrevistado respostas pensadas. Há também aquelas que as perguntas

    acontecem de forma espontânea, podendo-se usar, muitas vezes, uma

    linguagem popular, dependendo, claro, quem é o entrevistado, sua idade,

    forma de falar, sua profissão, o meio social em que vive, etc.

    Uma Entrevista pode ser realizada individual ou coletivamente. É

    importante que vocês lembrem que em uma Entrevista as perguntas são

    cruciais porque precisam ser bem elaboradas e pensadas de acordo com os

    objetivos que ela envolve.

    O gênero discursivo Entrevista pode ser classificado como:

    a) Informal – é um tipo de Entrevista que tem como motivo a coleta de

    dados. O que se pretende com ela é entender de forma geral do

    problema do entrevistado e também saber de alguns aspectos da

    vida dele. A linguagem é informal, próxima da oralidade. As

    entrevistas informais podem ocorrer na área da saúde, por exemplo.

    b) Focalizada – também é uma Entrevista livre, entretanto, trabalha

    com um tema específico. Não existe aqui uma ordem de perguntas,

    mas tópicos e a partir deles a Entrevista se construirá. O respondente

    deve tomar muito cuidado para que o tema abordado não se perca,

    pois quando o entrevistado emite opiniões, pode sem querer, mudar

  • o assunto. Se acaso isso acontecer, o entrevistador deve retomar o

    tema para que o foco não mude. A entrevista focalizada pode ser

    realizada quando alguém vai relatar sobre um acidente ou um filme,

    por exemplo.

    c) Por pautas – é uma entrevista bem elaborada, em que há uma

    relação de pontos de interesse. As pautas (principais assuntos)

    devem ser ordenadas, com poucas perguntas, em que o respondente

    fala livremente.

    d) Estruturada – esse tipo de Entrevista se aplica a partir de perguntas

    fixas como um questionário ou formulário. Sua ordem e escrita não

    mudam, sendo as mesmas para todos os entrevistados. As questões

    são rápidas e apresentadas por escrito. Essa Entrevista possibilita o

    levantamento quantitativo de dados e não exige tanta preparação por

    parte dos entrevistadores, tendo também um custo baixo.

    e) Face a face e por telefone – as Entrevistas realizadas face a face

    são as mais tradicionais, embora hoje se considere as realizadas por

    telefone.

    f) Individuais ou em grupo – pode ser realizada com um único

    indivíduo ou com um grupo de pessoas, como é o caso de uma

    banda de rock. É utilizada para entender um problema, levantar ou

    até para se investigar um tema com mais profundidade.

    g) Não dirigida – dependerá muito da perspicácia do entrevistador, da

    sua habilidade sobre o entrevistado, pois ele conduz a entrevista de

    forma a obter as respostas que deseja.

    h) De painel – poderá ser feita a uma ou mais pessoas. É uma

    sequência de perguntas realizadas e depois há uma retomada delas

    para analisar se o entrevistado responde a mesma coisa ou muda de

    conversa. Seu principal objetivo é descobrir a verdade, avaliar se há

    mudança de opinião. É usada num júri, interrogatório, na escola...

  • Atividade 2

    Para que compreendam o valor desse gênero na sociedade, é

    importante que vocês, alunos, possam ler Entrevistas reais, de seu interesse,

    refletindo sobre o tema abordado, sobre os objetivos, sobre o local de

    publicação, sobre a linguagem (percebendo que ali se efetiva um processo de

    coautoria que responde às características do veículo, mas que não se presta a

    apagar a voz do entrevistado), sobre como o gênero é construído, sua forma,

    sobre os motivos de alguém entrevistar outro alguém.

    Assim sendo, para que vocês sintam-se motivados com o gênero

    discursivo em estudo, vamos assistir a 15 minutos da entrevista que Mc Guimê

    concedeu ao Programa Eliana em 19/04/2015, disponível em:

    http://www.youtube.com/watch?v=122bXZk2U4M

    Vamos interagir um pouco...

    a) Antes de começar a entrevista, Eliana faz uma breve apresentação para

    o público sobre o artista. O que ela diz sobre ele? Por que ela faz isso?

    b) Que local foi combinado para iniciar a entrevista? Por que escolheram

    este lugar?

    c) Vocês conheciam Mc Guimê?

    d) Sabem o que é ser um Mc? Expliquem.

    e) O que vocês não sabiam dele e descobriram a partir da entrevista

    concedida ao Programa Eliana?

    f) O que vocês querem ser quando ficarem mais velhos?

    g) Para que você consiga realizar seu sonho o que é preciso fazer?

    h) Também deseja ser rico e famoso ou ser uma pessoa anônima, simples

    e humilde? Comente.

    i) Vocês acham que ser famoso tem consequências? Quais?

    http://www.youtube.com/watch?v=122bXZk2U4M

  • j) Observaram a linguagem empregada por Mc Guimê? Ela está correta?

    Será que ele deveria falar de outra forma com Eliana?

    k) Vocês conseguiram entender a linguagem de Mc Guimê? Costumam

    falar dessa mesma forma? Com qual frequência? Tem alguma palavra

    que ele empregou e que vocês também costumam falar?

    l) Eliana usa uma linguagem própria para se dirigir ao entrevistado ou ela

    fala de uma forma mais culta? Por que ela faz isso?

    VARIAÇÃO LINGUÍSTICA – Você sabia?

    A Língua é viva e por ser viva está em constante mudança e transformação. A Língua falada é mais usada do que a escrita, porque o ser humano a adquire naturalmente e não precisa de treinamento especial. Uma criança pode falar e compreender uma Língua sem nunca ter ido à escola. Um adulto sem nenhum grau de instrução pode falar de forma diferente dos mais instruídos, mas que será compreendida do mesmo jeito. Por exemplo: uma idosa pode dizer a uma criança “Fio, pega a bassora atrais da porta!” e nem por isso ela deixará de ser compreendida.

    A variação linguística, portanto, significa que as línguas mudam no tempo, nos espaços geográficos e também de acordo com a situação em que o falante se encontra.

    Já os mais jovens são menos conservadores que os mais velhos e isso refletirá na sua maneira de falar. A gíria, por exemplo é uma forma de mostrar a identidade jovem, a atualidade e ela pode mudar conforme o tempo.

    As pessoas que têm acesso à escola, pertencem a um grupo privilegiado, pois usam mais a forma padrão (culta) do português do que aquelas menos escolarizadas, as quais usam a forma coloquial.

    Porém, devemos respeitar todas as formas associadas a grupos sociais e as diferentes situações, pois nenhuma é melhor do que a outra, embora algumas possam ser mais adequadas a certas situações sociais que outras. É o caso de uma entrevista de emprego que o falante deve interagir de

    forma coerente com o que é exigido peloentrevistador (Baseado na

    obra de COSTA, 1996, p.1).

  • Atividade 3

    A ENTREVISTA ESCRITA INFORMAL

    TEXTO 1

    Entrevista com Luan Santana: ele é o cara!

    Foi em uma segunda-feira que encontramos Luan Santana. Super bem-humorado, o gato chegou de

    óculos de sol, calça jeans e camiseta. Fez questão de cumprimentar (com beijinho e tudo! \o/) nossa (...)

    A entrevista completa está disponível em:

    http://todateen.com.br/gatos-meus-idolos/entrevista-com-luan-santana-ele-e-o-cara/

    Sugestão de atividade: Pode-se fazer uma leitura dramatizada do texto.

    INTERPRETAÇÃO E COMPREENSÃO TEXTUAL

    Antes de iniciar as atividades é necessário que se enumere as perguntas da entrevista com Luan Santana.

    1- Na entrevista com o ídolo sertanejo Luan Santana aparece o seguinte “emoticon” \o/, muito utilizado atualmente nas redes sociais e que quer transmitir um estado psicológico ou emotivo de quem os emprega. O que essa ilustração facial significa? Explique-a.

    2- A apresentação é a parte da entrevista em que o entrevistador expõe alguns fatos relevantes sobre a pessoa em evidência. Ela situa o leitor sobre o dia da entrevista, como Luan Santana estava vestido, sua educação e atribui a ele algumas características que o descrevem denominada de adjetivo.

    ADJETIVO: É A CLASSE DE PALAVRA QUE QUALIFICA OU

    CARACTERIZA UM SUBSTANTIVO.

    http://todateen.com.br/gatos-meus-idolos/entrevista-com-luan-santana-ele-e-o-cara/

  • Responda: quais adjetivos a revista Todateen usou para caracterizar Luan Santana na apresentação? Ela o fez de modo positivo ou negativo?

    3- O que quer dizer a sigla “TDB” que Luan Santana usou para responder a 1ª questão? Caso não saiba escreva uma possibilidade para ela.

    4- O texto traz aspectos da oralidade para a escrita por se tratar de um famoso artista jovem. Volte ao texto, identifique e escreva cinco marcas da oralidade (fala) de Luan Santana.

    5- Na segunda questão da entrevista, aparece um substantivo próprio. Identifique-o e explique quando ele é usado.

    6- Observe que a revista Todateen pergunta para Luan Santana se ele já viveu uma “paixão meteoro” na questão 8. Ao fazer isso ela mantém o diálogo com ele sobre o título de sua música que é muito importante. Você sabe o que significa viver uma paixão meteoro? E você? Já vivenciou uma experiência como essa? Justifique.

    7- A entrevistadora também pergunta se Luan Santana “se envolveu com alguém que partiu seu coração”, ele confirma. E você? Já partiu o coração de alguém? Como se sentiu? Como você imagina que a outra pessoa tenha se sentido? Faria novamente? Escreva.

    8- Você já usou o Twitter? Sabe o que é? Por que o Twitter é importante para o artista? Explique.

    9- Na questão número 10 “Suas fãs o defendem com unhas e dentes. O que você faz

    para manter o contato com elas?”aparece o pronome pessoal do caso reto “elas”. A

    que elemento essa palavra retoma? Por que a revista optou por usar essa palavra

    referencial?

    10- Luan Santana repete os pronomes elas e eu nos seguintes enunciados: “(...) elas lutam... elas próprias” e “Eu acho que estou conseguindo. Eu tenho Twitter, eu uso

  • muito a internet (...)”. Repetições comuns na entrevista informal, entretanto, na formal isso não ocorre. Volte ao texto e informe como esses enunciados poderiam ser reescritos a fim de evitar a repetição?

    11- Quem é o público da revista Todateen? A que público a entrevista com Luan Santana é destinada?

    12- Na última questão, a entrevistadora utiliza a palavra “facul”. O que a entrevistadora quis dizer quando a empregou? Foi de uso proposital ou ela errou ao falar? Por quê?

    13- A entrevista realizada com Luan Santana aborda um único tema (assunto), só sobre seu trabalho, por exemplo? Explique.

    14- A partir da leitura da entrevista é possível refletir sobre como é a vida e o comportamento do artista? O que você inferiu sobre como a vida dele é?

    RECURSO LINGUÍSTICO DISCURSIVO: LINGUAGEM FORMAL E INFORMAL

    A linguagem formal também recebe o nome de registro formal. Usamos quando não

    conhecemos muito bem a pessoa com a qual estamos nos comunicando ou quando essa

    pessoa está num grau de instrução superior ao nosso. Também utilizamos esse tipo

    de linguagem em situações mais formais, em determinados lugares e diante de

    pessoas específicas. Por exemplo: empregamos quando vamos conversar com o

    prefeito, um religioso, estamos numa entrevista de emprego...

    A linguagem informal também recebe o nome de registro informal. Usamos quando

    conhecemos a pessoa com a qual estamos nos dirigindo ou em situações

    descontraídas, porque não nos preocupamos com as regras gramaticais, usamos

    palavras simples, gírias, palavrões, gestos, palavras abreviadas como: cê, né, tô...

    e em conversas, em mensagens no celular etc.

    Devemos lembrar que falamos e escrevemos de acordo com os nossos interlocutores

    e a situação em que estamos definirá que tipo linguagem vamos utilizar.

    Fonte autoral.

  • REFLETINDO A ORTOGRAFIA:

    USO DOS PORQUÊS

    Por que: Em frases interrogativas (diretas e indiretas) Em substituição à expressão "pelo qual" (e suas variações) Por que ele faltou à aula? (interrogativa direta) Digam-me por que ele faltou à aula. (interrogativa indireta)

    Por quê: No final de frases Ele faltou à aula por quê?

    Porque: Em frases afirmativas e em respostas Faltei à aula porque choveu.

    Porquê: Como substantivo Eu sei o porquê da sua ausência na aula ontem. Fonte Autoral.

    S ES S ÃO O U S E ÇÃO ?

    Seção ou secção:s.f. 1. ação de selecionar; corte. 2. parte de um todo; segmento. 3. divisão ou subdivisão de obra, tratado, estudo, jornal. 4. divisões ou subdivisões de uma repartição pública ou de um estabelecimento qualquer. 5. subdivisões de uma loja comercial. (P.773)

    Ex. Cada seção deste material de estudo foi elaborada com carinho.

    Exemplo autoral.

    Sessão:s.f. 1. espaço de tempo que dura a reunião de um corpo deliberativo, consultivo como um congresso, uma junta etc. Vereadores conversam após a sessão de votação do projeto. 2. Espaço de tempo durante o qual se realiza um trabalho ou parte dele: As sessões de musculação vão ser na academia. 3. Nos teatros e cinemas, duração dos espetáculos: segunda sessão do cinema. (P. 781)

    CEGALLA, 2005, p. 773 / 781.

  • 15- Volte ao texto e identifique qual dos porquês Luan Santana usou. Retire três exemplos e explique com suas palavras quando é empregado.

    16- Na apresentação foi usada a palavra sessão ou seção? Explique seu uso de acordo com a entrevista.

    17- Volte à entrevista e procure onde foi empregada a palavra Mal ou Mau. Retire o exemplo do texto e explique seu emprego.

    MAL O U MA U ?

    Mal: s.m. 1. maldade:Dizem que ele trazia o mal dentro de si.2. desgraça; infelicidade; sofrimento: Precisava abrir os olhos dele para o mal que causou.3. problema; dificuldade: O seu mal é não querer entender as coisas.4. imperfeição; desacerto; erro: O casamento não é um mal.5.moléstia, doença: Uma erva que cura todos os males.Adv.6. de modo incorreto; erradamente: Ele aplica mal seus recursos.7. insatisfatoriamente: Vocês servem mal, mas a comida é ótima!8. dificilmente; a custo: Eu mal conseguia conter as lágrimas.9. escassamente; pouco: Muita coisa de que eu mal suspeitava contribuiu para me condenar.10. grosseiramente; rudemente: Ele tratava mal os empregados.11. desagradavelmente: A ferida cheirava mal.12. em situação difícil: Assim você me deixa mal diante de meus amigos. (p. 554) Mau:s.m.1. indivíduo de índole ruim; malvado: Os maus nem sempre são castigados como merecem.Adj.2. malvado; maldoso: Ele era um homem mau, desumano.3. desonesto: Os comerciantes querem eliminar os maus pagadores.4. inferior; imprestável: produto de má qualidade.5. inconveniente; inoportuno; inadequado: Você teve uma má ideia de pescar em lugar proibido.6. imperfeito; ruim: Quando a mãe tem carência de cálcio, o filho terá má dentição.7. que causa prejuízo; lesivo: Esse realmente é um mau negócio. 8. difícil: Passamos por maus momentos na época do racionamento.(p. 569)

    CEGALLA, 2005, p.554 / 569.

  • TEXTO 2

    25 DE ABRIL DE 2010

    ENTREVISTA “PAPO ADOLESCENTE” Postado por 1°Hawaii - Colégio Catarinense 2010 às 20:02:00 Marcadores: Entrevista, Papo Adolescente

    Bom, Aqui está nossa Primeira entrevista com uma adolescente, e a escolhida

    desse mês foi a MORGANA Souza Rodrigues DE 15

    anos DO 2°H DO Colégio Catarinense.

    (…)

    A entrevista completa está disponível em:

    http://primeirohcc.blogspot.com.br/2010/04/entrevista-papo-adolescente.html

    Exercício: Nesse momento, vocês produzirão dez perguntas para um colega que responderá com apenas uma palavra.

    Exemplo:

    01- Palavra que te deixa alegre. 02- Palavra que lhe faz mal e quer distância. 03- Palavra que define sua mãe. 04- ...

    INTERPRETAÇÃO E COMPREENSÃO TEXTUAL

    1. Volte ao texto e releia a apresentação da entrevista. Agora responda: por que a entrevistadora inicia com a pergunta “O que é a adolescência para você?”

    2. Explique quando começa a fase de adolescência e quando ela termina. Caso não saiba, pergunte ao professor de ciências.

    3. Pelas respostas apresentadas, podemos dizer que elas condizem com o que os adolescentes sentem? O que é sentir pressão?

    4. Há na entrevista alguma pergunta que não foi apropriada para um adolescente? Se houver, qual?

    5. Na apresentação, aparece a foto da entrevistada. Ela é importante? Justifique.

    http://primeirohcc.blogspot.com.br/2010/04/entrevista-papo-adolescente.htmlhttp://primeirohcc.blogspot.com.br/2010/04/entrevista-papo-adolescente.htmlhttp://primeirohcc.blogspot.com.br/search/label/Entrevistahttp://primeirohcc.blogspot.com.br/search/label/Papo%20Adolescentehttp://primeirohcc.blogspot.com.br/2010/04/entrevista-papo-adolescente.html

  • 6. A linguagem empregada pela entrevistada Morgana foi formal ou informal? Justifique.

    7. Pela forma de falar das respostas apresentadas por Morgana levante hipótese: você acredita que as perguntas tenham sido realizadas no momento da entrevista ou ela as recebeu anteriormente? Explique.

    8. Na questão 4, a entrevistadora pergunta sobre os amigos de Morgana. Ela responde dizendo que tem poucos, mas que são os melhores. E você? Concorda com ela? Quem são seus amigos? Escreva o nome de pelo menos cinco deles e atribua a cada um uma característica, ou seja, um adjetivo.

    9. O que a entrevistadora quis dizer quando usou o “emoticon” ;P? Onde podemos usar esse tipo de recurso? Dê outros exemplos desses símbolos.

    10. Pelas respostas concedidas podemos inferir que se trata de uma adolescente madura ou rebelde? Explique.

    11. Em uma entrevista gravada, sabemos quem pergunta e quem responde pela voz que ouvimos. E na entrevista escrita, como sabemos diferenciar a voz do entrevistador e do entrevistado? Explique.

    12. Para você é importante que crianças e adolescentes convivam com seus avós? Comente.

    13. O vestibular é uma prova que os jovens realizam quando escolhem sua profissão e querem estudá-la. Você quer continuar estudando? Já escolheu a profissão que quer seguir? Por quê?

    14. Qual é o seu sonho? Como pretende realizá-lo?

    15. Na resposta da questão 12 (da entrevista) aparecem os seguintes verbos: estudar e conversar que pertencem a 1ª conjugação (terminação AR). Cite mais cinco verbos que pertençam a 1ª conjugação.

    16. Amanhã é uma circunstância de tempo, quer dizer que indica tempo, logo damos o nome de advérbio. Cite mais três advérbios de tempo.’

  • TEXTO 3

    A ENTREVISTA FORMAL TEMÁTICA

    São Paulo, quinta-feira, 12 de janeiro de 2006

    Entrevista Especialista americana explica como os pais podem ajudar seus filhos a superar esse transtorno

    (...)

    A entrevista completa está disponível em:

    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq1201200608.htm

    Entendendo a Entrevista Formal

    01- Volte à entrevista em estudo e responda:

    a) Quem é o entrevistador?

    b) Quem é o entrevistado? Que informações nos são fornecidas sobre essa pessoa? Onde estão localizadas essas informações na entrevista?

    c) Qual é o assunto/tema abordado na entrevista?

    d) Há alguma gíria no texto? Que tipo de linguagem foi utilizada? Justifique com um trecho.

    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq1201200608.htm

  • REPORTAGEM

    A reportagem é um texto jornalístico que informa fatos de interesse público. Ela nos

    apresenta diferentes versões de um mesmo acontecimento para informar, orientar e

    contribuir com a formação da opinião do leitor. Emprega linguagem objetiva e clara,

    acessível a todos os públicos, assim pode variar de linguagem formal ou informal. Para se

    produzir uma boa reportagem é importante que o repórter procure saber todas as versões

    de um fato, para que a verdade seja apurada e comprovada.

    PARA ENTENDER UM POUCO ESSE GÊNERO TEXTUAL, VAMOS

    ASSISTIR A REPORTAGEM SOBRE BULLYING E PERSEGUIÇÃO

    APRESENTADA NO GLOBO REPÓRTER.

    Veja a reportagem completa disponível em:

    https://www.youtube.com/watch?v=M6EQh7WeVHI

    Conversando sobre a reportagem

    Vamos conversar um pouquinho sobre o que vocês viram na reportagem. 01- Qual é o tema abordado na reportagem? 02- Como a repórter comprovou a verdade na reportagem em estudo? 03- Com quem ela conversa inicialmente para saber mais sobre o assunto? Qual a profissão deles e o que eles dizem? 04- Depois das vítimas, ela entrevista os pais. Como eles se sentem? 05- Em seguida ela conversa com um advogado. O que ele diz a respeito do problema? 06- Por que ela conversa com o ator Mateus Solano? Qual a mensagem dele para a criança?

    https://www.youtube.com/watch?v=M6EQh7WeVHI

  • 07- A reportagem cita uma maneira que a escola encontrou de combater o bullying. O que ela fez?

    08- Na sua escola ou classe ocorre bullying? O que é feito para combatê-lo?

    NOTÍCIA

    A notícia é um gênero textual jornalístico que se inicia com a informação principal. O

    objetivo de uma notícia é trazer informações rápidas, claras e precisas para o leitor. Ela

    não pode ser mentirosa, por isso dentro dela são usadas entrevistas com testemunhos do

    fato, fotos ou até filmagens.O primeiro parágrafo é denominado lead. Nele estão expostas

    informações que chamam a atenção do leitor. No lead podemos responder geralmente às

    questões: o quê? Quem? Quando? Onde? Por quê? Como?

    29/10/2014 14h49 - Atualizado em 29/10/2014 15h03

    GAROTO DE 10 ANOS SOFRE BULLYING E É

    AGREDIDO NA ESCOLA POR USAR ÓCULOS CRIANÇA FOI INTERNADA POR TRÊS DIAS APÓS SOFRER DESMAIOS E

    CONVULSÕES.

    MÃE DO GAROTO REGISTROU BOLETIM DE OCORRÊNCIA E AGUARDA

    AUDIÊNCIA.

    (…)

    A notícia completa está disponível em:

    http://g1.globo.com/pi/piaui/noticia/2014/10/garoto-de-10-anos-sofre-bullying-e-e-agredido-na-

    escola-por-usar-oculos.html

    Analisando a notícia

    01- De acordo com a notícia em estudo responda às questões propostas no lead.

    a) O quê (aconteceu)? b) Com quem (aconteceu)? c) Quando (aconteceu)? d) Onde (aconteceu)? e) Como (aconteceu)? f) Por quê (aconteceu)?

    http://g1.globo.com/pi/piaui/noticia/2014/10/garoto-de-10-anos-sofre-bullying-e-e-agredido-na-escola-por-usar-oculos.htmlhttp://g1.globo.com/pi/piaui/noticia/2014/10/garoto-de-10-anos-sofre-bullying-e-e-agredido-na-escola-por-usar-oculos.html

  • 02- Identifique no texto as vozes das pessoas que o jornalista entrevistou ao fazer a notícia, comprovando a sua veracidade.

    ENTREVISTA

    A entrevista tem a finalidade de trazer para o leitor a informação. É a interação entre os locutores: entrevistador e entrevistado, este último relata suas experiências e conhecimentos sobre um assunto a partir das perguntas elaboradas pelo primeiro.

    Apresentamos a seguir uma entrevista informal, especializada no tema.

    Bullying

    Postadopor Gabs at 10:39 PM

    Pois é meninas, chegamos a nossa reportagem principal: Bullying Fizemos entrevistas com duas

    meninas, uma que sofreu e outra que praticou bullying, para mostrarmos os dois lados

    dasituação. Antes de mais nada vamos ver o que significa bullying: (...)

    A entrevista completa está disponível em:

    http://blablablaecia.blogspot.com.br/2009/03/pois-e-meninas-chegamos-nossa.html

    Interpretação e compreensão textual

    01- Logo no início do texto encontramos um vocativo, ou seja, um chamamento que é separado por vírgula. Identifique-o e escreva dois outros vocativos para substituir esse termo. 02- Quem é o público-alvo dessa entrevista? Como você comprova sua resposta?

    http://blablablaecia.blogspot.com.br/2009/03/pois-e-meninas-chegamos-nossa.htmlhttp://4.bp.blogspot.com/_wRtEp7gW-UA/ScGmjd2vGuI/AAAAAAAAATA/nFPVRLoh5As/s1600-h/NO-BULLYING.gif

  • 03- A linguagem utilizada nesta entrevista é formal ou informal? Explique. 04- A pessoa que faz a entrevista, embora utilize uma linguagem padrão, usa na 4ª pergunta uma gíria. Por que ela faz isso? 05- Retome a 5ª questão e observe palavra “conseqüência” e na 8ª questão “freqüente”. Elas estão grafadas com trema ( ¨ ). Elas estão corretas? Justifique. 06- A partir da resposta dada na questão 5 responda: quem sofre bullying carrega traumas em sua vida? Explique. 07- Pense na expressão ‘ficar a fim’. Por que ela está entre aspas? Qual é o seu sentido de acordo com o texto? 08- Retire da pergunta 3 (2ª parte da entrevista) duas palavras próprias da oralidade e que foram escritas na entrevista porque a responsiva falou. 10 Pesquise a palavra “clichê” no dicionário. Ela foi usada de maneira adequada na resposta 8? Explique.

    11- Retome a questão 7 da segunda parte e perceba a diferença do mas e

    mais dentro do texto. Analise se o seu uso e em seguida escreva um breve

    comentário sobre isso.

    Agora apresentamos uma entrevista formal sob o ponto de vista de um

    especialista no tema, concedida à revista Veja.

    Refletindo a ortografia

    MAS: é uma conjunção adversativa, transmite a ideia de oposição. Pode ser substituído por contudo, todavia, entretanto.

    Estava cansada, mas precisava estudar.

    MAIS: é um advérbio de intensidade, indica quantidade.

    Quero mais sorvete.

    Fonte Autoral.

  • Quando feito de apelidos e piadinhas, o bullying pode até parecer uma brincadeira. Mas suas conseqüências não são. Segundo a pesquisadora CleoFante, ex-presidente do (...)

    A entrevista completa está disponível em:

    http://veja.abril.com.br/especiais_online/bullying/ping.shtml

    Volte ao texto e responda:

    01- Quem é o entrevistador? E o entrevistado? Que informações nos são

    fornecidas sobre ele? Essa pessoa conhece o assunto a ser tratado? Isso é

    importante numa entrevista? Justifique.

    02- Na entrevista lida, observamos a imagem da pessoa entrevistada. Por que

    a foto é importante?

    03- Que tipo de linguagem foi empregada tanto pelo entrevistador quanto para

    o entrevistado? Explique.

    04- Você teve dificuldade em reconhecer a voz do entrevistador e do

    entrevistado na entrevista? Por quê?

    05- Você acha que a pessoa que responde à entrevista recebeu as perguntas

    antes para estudá-las ou respondeu no momento em que a entrevista foi

    realizada? Comente.

    http://veja.abril.com.br/especiais_online/bullying/ping.shtmlhttp://veja.abril.com.br/especiais_online/bullying/index.shtml

  • PLANEJAMENTO, EXECUÇÃO E PRODUÇÃO DO GÊNERO ENTREVISTA.

    Objetivos:

    Aprender a organização interna da entrevista, ou seja, as diferentes

    partes que compõem sua estrutura;

    planejar uma entrevista de acordo com os interlocutores e o suporte em

    que circularão;

    realizarumaentrevista;

    transcrever a entrevista gravada para a escrita de forma a manter a fala

    do entrevistado, respeitando-se as condições de produção do texto.

    Nessa etapa, vocês serão desafiados a planejar, executar e produzir

    uma entrevista. O primeiro passo é pensar em alguém que tem algo a dizer

    para a nossa sociedade. Pode ser um parente, um amigo, alguém famoso ou

    não. Vocês, caros alunos, pensarão na profissão, na vida pessoal e na forma

    como essa pessoa se comunica com outras pessoas, pois é a partir desta

    análise que suas perguntas se nortearão.

    Agora, em duplas, vocês decidirão quem irão entrevistar. A partir daí

    deverão escrever uma apresentação da pessoa (quem é ela, quantos anos

    tem, o que faz...) e planejar 10 (dez) perguntas as quais consideram

    importantes e relevantes na vida desta pessoa. Poderão ser questões

    relacionadas a um tema específico ou não.

    Ao término da elaboração e revisão, vocês poderão trocar as perguntas

    com outras duplas para que se faça uma segunda correção das mesmas,

    porém, não deverão copiá-las. Ao terminar a análise, devolvam-nas para que a

  • dupla possa fazer a revisão. Com as perguntas em mãos a professora

    juntamente com a dupla se concentrará na reescrita e melhoria delas, a partir

    de apontamentos e observações necessárias.

    O segundo passo da dupla é marcar um encontro com o entrevistado e

    confirmar com ele a concessão da entrevista. Se ele preferir, vocês poderão

    mandar as questões escritas para que ele as estude e saiba o que lhes dizer.

    Caso não haja necessidade, poderão portanto, marcar a data em que será

    realizada.

    Com data e lugar marcados e munidos de gravador, a dupla fará a

    entrevista em áudio, lembrando que deverá ocorrer num ambiente tranquilo e

    calmo, onde tenha pouco barulho para que se ouça com perfeição tudo que

    irão conversar. Posteriormente fará a transcrição das informações para a

    modalidade escrita, de forma literal como foram ditas, para manter a fala do

    entrevistado.

    É importante que a imagem do entrevistador faça parte da entrevista,

    assim levarão também uma máquina fotográfica ou celular para fotografar a

    pessoa e colocar junto a sua entrevista uma fotografia da mesma.

    Com a entrevista gravada, vocês a transcreverão para modalidade

    escrita e deverão lê-la, revisá-la e reescrevê-la antes de entregá-la.

  • REVISÃO E REESCRITA NA (RE)TEXTUALIZAÇÃO DO GÊNERO ENTREVISTA.

    Objetivo:

    promover o trabalho de revisão e reescrita textual de entrevistas;

    apresentar suas produções à comunidade escolar;

    produzir um livro de entrevistas.

    Agora, caros alunos, com a entrevista transcrita da linguagem oral para

    a escrita, e a partir da primeira correção realizada por vocês, deverão fazer

    nova revisão. Primeiramente trocarão as entrevistas entre as duplas, fazendo

    um rodízio, para que haja uma segunda revisão. Para tanto, receberão uma

    planilha a qual deverão observar se a entrevista dos colegas atendeu aos

    objetivos do gênero proposto na sua estrutura e nos aspectos linguísticos. A

    nova dupla deverá fazer apontamentos ao final da entrevista se observar que

    algum ponto não está de acordo. Ao término, devolverão as entrevistas e a

    dupla fará uma reflexão sobre os problemas apresentados.

    Ao reescrever a partir desta segunda revisão, a professora lerá as

    produções individualmente e tecerá comentários sobre as entrevistas para as

    duplas em particular. Em seguida, entregará as produções e nelas deverão

    constar apontamentos para que vocês possam rever e refletir sobre os erros

    cometidos para só então iniciar a reescrita da última versão.

  • Assim que as produções forem revisadas e estiverem devidamente

    reescritas, vocês as mostrarão ao entrevistado para que ele esteja de acordo

    com tudo o que foi escrito. Em seguida, vocês apresentarão suas produções

    textuais à comunidade escolar através de uma exposição cultural realizada no

    próprio colégio e finalmente terão seus textos incorporados a um livro que será

    integrado ao acervo da biblioteca escolar, cumprindo, assim, o objetivo

    principal do projeto que é assumir a leitura e escrita como parte de uma

    produção dialógica e discursiva na sociedade.

    PLANILHA PARA REVISÃO E REESCRITA DO GÊNERO ENTREVISTA

    Quanto à estrutura do gênero

    1- Há imagem da pessoa entrevistada?

    2- Na apresentação, ficamos conhecendo um pouco sobre a pessoa entrevistada?

    3- Há adjetivos que a descrevem?

    4- A linguagem empregada nas perguntas foi formal ou informal? Foi a melhor

    escolha? Por quê?

    5- Mantiveram a linguagem do entrevistado de forma fiel?

    6- Quem é o público-alvo da entrevista?

    7- A voz do entrevistador e do entrevistado foram percebidas na entrevista escrita?

    8- Definiram um tema?

    9- As perguntas e respostas têm coerência entre si?

    Atenção aos aspectos linguísticos do gênero

    1- Há erros de ortografia?

    2- De acentuação?

    3- Os sinais de pontuação foram empregados corretamente?

    4- Há concordância entre as palavras?

    5- Há repetição de palavras ou ideias?

  • Referências

    ANTUNES, Irandé. Aula de português: encontro & interação. São Paulo: Parábola Editorial, 2003. BAKHTIN, M. Os gêneros do discurso. In: BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. 4ª Ed. São Paulo: Martins Fontes, 2003. P.261-306. BRAIT, B.; PISTORI, M.H.C. A produtividade do conceito de gênero em Bakhtin e o Círculo. Alfa, São Paulo, 56 (2): 371-401, 2012. BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: língua portuguesa. Brasília: Ministério da Educação/Secretaria da Educação Fundamental, 1998. CEGALLA, Domingos Paschoal. Dicionário da língua portuguesa. SP: Companhia Editora Nacional, 2005. CONCEIÇÃO, R. I. S. Correção de texto: um desafio para o professor de português. Trabalho em Linguística Aplicada, Campinas, v. 2, n. 43, p.323-344, jul. 2008. COSTA, V. L. A. A importância do conhecimento da variação linguística. Educar em Revista, Curitiba, no. 12, Jan./Dec., 1996. Disponível em: Acesso em: 05 de dez. de 2016. CRISTOVÃO, Vera Lúcia Lopes/NASCIMENTO, Elvira Lopes. Gêneros textuais: teoria e prática II. Palmas e União da Vitória, PR: Kayagangue, 2005. DIONISIO, Angela Paiva/MACHADO, Anna Rachel/BEZERRA, Maria Auxiliadora. Gêneros textuais & ensino. 4ª Ed. Rio de Janeiro: Lucerna, 2005. FARACO, Carlos Alberto. Autor e autoria. In: BRAIT, Beth (Org.). Bakhtin: conceitos-chave.4. ed. São Paulo: Contexto, p. 37- 60, 2007.

    http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-40601996000100005http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-40601996000100005

  • FIAD, R. S.; MAYRINK-SABINSON, M. L. T. A escrita como trabalho. In: MARTINS M. H. (Org.). Questões de linguagem. 4. ed. São Paulo: Contexto, 1994, p. 54-63. GASPAROTTO, D.; MENEGASSI, J.R. A mediação do professor na revisão e reescrita de textos de aluno de Ensino Médio.Revista Calidoscópio. Vol. 11, n. 1, p. 29-43, jan/abr 2013. GERALDI, João Wanderley. (Org.). O texto na sala de aula: leitura & produção. Cascavel: Assoeste, 1984. ______. Portos de passagem. São Paulo: Martins Fontes, 1991. JESUS, C. A. Reescrevendo o texto: a higienização da escrita.In: GERALDI, J.W.; CITELLI, B. (Org.) Aprender e ensinar com textos dos alunos. vol 1. São Paulo: Cortez, 1997, p. 101-120. MEDVIÉDEV, P. N. O método formal nos estudos literários: introdução crítica a uma poética sociológica.Tradução de Sheila Camargo Grillo e EkaterinaVólkova Américo. São Paulo: Contexto, 2012. MENEGASSI, R. J.; ANGELO, C. M. P. Conceitos de leitura. 2010, p. 15-39. MENEGASSI, R.J.; CAVALCANTI, R. S. M. Conceitos axiológicos bakhtinianos em propaganda impressa. Alfa, São Paulo, 57 (2): 433-449, 2013 PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes curriculares da educação básica de Língua Portuguesa. Curitiba/PR, 2008. PERFEITO, Alba Maria. Concepções de linguagem e Análise Linguística: Diagnóstico para proposta de intervenção. In: CLAPFL – I Congresso Latino Americano de Professores de Línguas.Florianópolis: EDUSC, 2007, p.824 – 836. RITTER, Lillian Cristina Buzato. A produção de sentidos na aula de leitura. 2010, p. 65-85.

  • RUIZ, E. D. A correção (o turno do professor): uma leitura.Como corrigir redações na escola: uma proposta textual-interativa. 1.ed. 1 reimp. São Paulo: Contexto, 2010. p. 33 – 57. SERAFINI, Maria Tereza. Como Escrever Textos. 12.ed., São Paulo, Contexto, 2010, p. 107-125. SERCUNDES, Maria Madalena Iwamoto. Ensinando a escrever. In: GERALDI, J.W.; CITELLI, B. (Org.) Aprender e ensinar com textos dos alunos. São Paulo: Cortez, 1997. SILVA, N. R.; RODRIGUES, R. H. A autoria no gênero entrevista pingue-pongue. Estudos da Linguagem:Vol. 10, nº 19, 2º sem. 2009, P. 333-363.